COMBATE ÀS FRAUDES

Operação Lazarus evita fraudes que poderiam desviar até R$ 6 milhões

Publicado: 27/05/2020 18:24
Última modificação: 27/05/2020 18:24
Criminosos reativavam benefícios previdenciários suspensos por falta de prova de vida

A Força-Tarefa Previdenciária e Trabalhista desarticulou, nesta quarta-feira (27), uma organização criminosa que reativava benefícios previdenciários suspensos por falta de comprovação de vida (prova de vida). A fraude ocorria no estado do Rio de Janeiro, onde foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Belford Roxo, Mesquita e na capital fluminense. A 10º Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro determinou, ainda, o sequestro de bens dos envolvidos e o afastamento das funções públicas de um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

As investigações foram iniciadas pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. A partir de informações recebidas pela auditoria regional do INSS, foi verificado que os criminosos reativavam benefícios previdenciários de várias espécies e transferiam para outras Agências da Previdência Social. Eles mudavam também o órgão pagador numa tentativa para encobrir o esquema criminoso.

A CGINT identificou cerca de 793 benefícios com indícios de irregularidades. Destes, cerca de 399 foram analisados e relatados para Polícia Federal, que prosseguiu com as investigações.

A estimativa de prejuízo ocasionado pelo esquema criminoso é de pelo menos R$ 2 milhões, considerando apenas os 399 benefícios analisados. No entanto, a deflagração da operação possibilitará uma economia de aproximadamente R$ 6 milhões de reais que continuariam sendo pagos aos supostos beneficiários, considerando a expectativa de sobrevida média da população brasileira.

Importante destacar que a investigação conseguiu obter a recuperação imediata de cerca de R$ 2,5 milhões, por meio da repatriação desse valor, em acordo com o banco usado habitualmente pelo esquema criminoso.

A operação contou com a participação de 20 policiais federais. Recebeu o nome de Lazarus, em referência à passagem bíblica que faz alusão a quem voltou à vida depois de sepultado.

 

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